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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bora Ver?

DICA CULTURAL
O quadro Dica Cultural hoje traz também uma bela sugestão de presente para as mães. Elis, a Musical. Que tal presentear sua mãe  com esse espetáculo maravilhoso? Além disso existem várias opções de lazer e cultura pra você curtir com sua mãe, amigos, namorados(as) e para toda família. Bora ver ?

TEATRO 

ELIS, A MUSICAL

Laila Garin: destaque nos números musicais
Laila Garin: destaque nos números musicais (Foto: Felipe Panfili)

Resenha por Dirceu Alves Jr.

Reza a lenda que quando Elis Regina (1945- 1982) era contrariada ou se irritava seu estrabismo se tornava bem mais visível. Talvez esse seja um dos motivos de a dramaturgia criada por Nelson Motta e Patrícia Andrade para o espetáculo dirigido por Dennis Carvalho ter poupado tanto seu lado explosivo. Elis, a Musical recria a trajetória da cantora no formato de um folhetim. Para Elis (representada por Laila Garin) fica o título de heroína, claro. A garota baixinha driblou a pobreza para se tornar uma estrela. Do primeiro teste em uma rádio gaúcha à consagração nacional, a personagem surge corajosa e batalhadora, compreensiva com os pais e sofredora ao se casar com um mulherengo, o compositor Ronaldo Bôscoli (Tuca Andrada, ótimo). Elis foi tudo isso, porém sempre possuiu uma personalidade forte o sufciente para confrontar a todos e bancar decisões questionáveis. Algumas questões éticas são quase que deixadas de lado na trama, como quando ela faltou a compromissos em nome de um cachê maior. A importância de César Camargo Mariano (Claudio Lins), o segundo marido, também acaba minimizada. Responsável por sofisticar sua música e imagem, ele aparece como mero parceiro de trabalho e vida. Em uma grande produção dominada por clássicos da MPB, Laila Garin dá um show de técnica vocal, mas sobressai realmente como atriz só na cena final. Ali, é reproduzida a última entrevista da intérprete, semanas antes de morrer, e Laila traz à tona a alma da artista com brilho ímpar. A montagem pode encantar a plateia, mas deixa a sensação de que o teatro cedeu espaço a um tributo conservador. Enfim, faltou uma pimentinha. Estreou em 14/3/2014. Até 13/7/2014.

Até 13 de julho no teatro Alfa

Rua Bento Branco De Andrade Filho, 722 - Santo Amaro - São Paulo - SP - Tel.: (11) 5693 4000
Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 17h.
Bilheteria: 11h/19h (segunda a quarta); a partir das 11h (quinta a domingo). Venda antecipada, 0300-7893377. Estacionamento (R$ 25,00; com manobrista, R$ 35,00).
Ingresso: De R$ 40,00 a R$ 140,00 (quinta e sexta) e R$ 60,00 a R$ 180,00 (sábado e domingo)

A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA 

<p> A Vida Sexual da Mulher Feia</p>
A Vida Sexual da Mulher Feia (Foto: Lenise Pinheiro)

Resenha por Dirceu Alves Jr.
Se as bonitas adoram falar que sofrem um bocado, imagine as menos favorecidas. Publicado em 2005, o romance escrito por Claudia Tajes que originou o monólogo cômico A Vida Sexual da Mulher Feia possui um toque de melancolia. A versão teatral, adaptada por Julia Spadaccini, traz Otávio Müller como intérprete e diretor, e a opção de ter um homem no papel de Maricleide já torna a personagem mais risível do que o imaginado. Müller vive a protagonista da adolescência até a fase adulta. Em meio à sensação de inadequação, surgem a dificuldade para namorar e a busca para definir uma personalidade. Por vezes divertido, Müller segue pelo caminho mais fácil e extrai o riso muitas vezes tirando proveito do próprio físico. Bom ator, ele se mostra mais convincente na cena final, quando abre mão da peruca e aposta nas palavras em um belo desfecho. Estreou em 10/1/2014. Até 8/6/2014.

Até 08 de junho NO Teatro Gazeta

Avenida Paulista, 900 - Térreo - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3253 4102
Sexta, 22h45; sábado, 22h; domingo, 18h.
Bilheteria: 14h/20h (terça a quinta); a partir das 14h (sexta a domingo).
Ingresso: R$ 50,00

CINEMA 

o drama iraniano-  O PASSADO

Cena do filme iraniano O Passado
Cena do filme iraniano O Passado (Foto: Divulgação)

O longa do diretor iraniano Asghar Farhadi (de A Separação) se inicia quando Marie (Bérénice Bejo, premiada no Festival de Cannes) vai buscar o ex-marido Ahmad (Ali Mosaffa) no aeroporto de Paris. Após quatro anos ausente, ele voltou do Irã para assinar a papelada do divórcio. Marie o hospeda na casa que agora divide com seu namorado, Samir (Tahar Rahim), e o pequeno e rebelde filho dele. Lá ainda moram as duas filhas de Marie, frutos de um casamento anterior. As garotas adoram Ahmad, a quem consideram um pai, e desaprovam o novo relacionamento da mãe.

Com o grande ator Tony Ramos

'Getúlio': Tony Ramos interpreta Getúlio Vargas


'Getúlio': Tony Ramos, barriga postiça para viver o gaúcho
Caracterização impecável de Tony Ramos

Resenha por Miguel Barbieri Jr.
João Jardim tem experiência nos registros reais, como Janela da Alma Lixo Extraordinário. Pelo primeiro longa-metragem de ficção do diretor nota-se que a trama de Getúlio daria um bom... documentário. O recorte é prudente. Sem a ambição de fazer uma cinebiografia completa, o filme concentra-se nos últimos dezenove dias de vida do presidente gaúcho Getúlio Vargas (1882-1954). Inicia com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges), na Rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954. Feroz adversário de Vargas (papel de Tony Ramos), Lacerda o acusa e pede a renúncia dele. O Brasil entra em alvoroço e, no Palácio do Catete, começa um impasse para saber quem seria o responsável. Recriação de época a contento e elenco estelar (cujo destaque vai para Drica Moraes, como a filha Alzirinha Vargas) não superam deslizes. O roteiro possui frases de efeito e a grandiloquente trilha sonora tenta dar um suporte de mistério onde há suspense de raspão. Estreou em 1º/5/2014.


" Críticas à parte, não há como não destacar o trabalho de Tony Ramos, que nos apresenta a um Getúlio Vargas cansado de sua condição de vítima de constantes ataques, numa atuação inteligente, que demonstra toda a experiência do seu intérprete. Sabendo que seria muito fácil cair numa caricatura, Ramos assemelha-se a Day-Lewis em Lincoln, e nos apresenta a um homem de fala mansa, tom de voz baixo, sem gestos espalhafatosos, que demonstra a sua autoridade no olhar e na firmeza da voz. Um trabalho de generosidade para com o filme, que sabe que menos é mais, e que mais, neste caso, significa distração para o público."
Nisso concordo plenamente, pois, Tony Ramos é um dos grandes atores brasileiros que só faz nos orgulhar do seu trabalho impecável e de grande valor. Tony é um camaleão, se transforma, incorpora a personagem de tal forma que, em cada cena voltamos no tempo como se tivéssemos  vivido tudo aquilo.

É GRÁTIS !!!

Cia Suno

A atriz Helena Figueira em 'Cortejo Suno': palhaçadas e músicas


Resenha por Bruna Ribeiro
Malabarismo, acrobacias e toda a magia do universo circense são exibidos nas apresentações da trupe circense Cia. Suno. Neste sábado (26/4) e no sábado (3/5) será apresentado O Buraco, às 17h. O show conta a história de uma palhaça acrobata (Helena Figueira) que é desafiada a atravessar um buraco infinito, andando em uma corda bamba. Cortejo Suno convida a plateia a acompanhar dois palhaços, um músico, um perna-de-pau, uma bailarina e um maestro em demonstrações com música ao vivo. As sessões rolam neste domingo (27/4) e na quinta (1°/5), às 16h30. Participam Duba Becker, Aldo Júnior, Fernando Proença e Helena Figueira. Até 3/5/2014.

Ingresso: Grátis

A Madrinha Embriagada

Atrizes do musical 'A Madrinha Embriagada'

Resenha por Milena Emilião
Um musical dentro de uma comédia. A definição dos autores Bob Martin e Don Mc Kellar revela-se igualmente perfeita para a versão brasileira do espetáculo, adaptada com brilho pelo também diretor Miguel Falabella. Ambientada na São Paulo dos anos 20, a trama divertida e simples traz uma madrinha (a travessa Stella Miranda) contratada para pajear uma atriz (Sara Sarres) às vésperas do casamento. Enquanto a história se passa, um narrador (papel de Ivan Parente) explica à plateia alguns truques usados no musical. Ele chega a interromper a montagem para mostrar, por exemplo, que os esquetes feitos com as cortinas fechadas servem para trocar os cenários entre um ato e outro. Esses momentos fazem o público rir. Falabella homenageia no texto alguns intérpretes brasileiros importantes — caso da corista cômica vivida por Kiara Sasso, uma referência à atriz Eva Todor. O elenco reúne ao todo 25 integrantes, entre eles Saulo Vasconcelos, Paula Capovilla e Andrezza Massei. Estreou em 17/8/2013. Até 29/6/2014.

Preste atenção... nos belos figurinos criados pelo estilista Fause Haten.

Garanta seu lugar: os ingressos ficam disponíveis sempre a partir do dia 20 do mês anterior

Até 29 de junho no Teatro SESI

Avenida Paulista, 1313 - Bela Vista - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3146 7406
Quarta a sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 19h.
Reserva de ingressos pelo site www.sesisp.org.br/ingressomadrinha. Ingressos remanescentes serão distribuídos no dia a partir das 13h (quarta a sábado) e das 11h (domingo).
Ingresso: Grátis

EXPOSIÇÕES

Grande Detalhe (1968), de Antonio Henrique Amaral :ironia por trás da figura banal
 Ninguém tinha visto (1988), de José Leonilson: a tela que usa imagens e palavras em sua composição está entre as selecionadas (Foto: Ding Musa)

Resenha por Laura Ming
A influência das redes sociais nos movimentos de rua de junho do ano passado (2013) serviu de inspiração para um grupo de curadores montar a exposição 140 Caracteres, em cartaz no MAM. A turma, que acabou de se formar no curso de curadoria de Felipe Chaimovich, se propôs a unir arte política com premissas da comunicação na internet. Foram escolhidos 140 itens (número de caracteres permitidos no Twitter) e criada a hashtag #140caracteresmam — inclusive, uma das obras está ali para ser fotografada e compartilhada pelos visitantes. O palhaço deitado no chão, de Laura Lima, tem feito sucesso no Instagram. A própria formação do grupo curatorial — selecionado por ordem de inscrição, sem exigência de conhecimento de arte prévio — reflete a pluralidade de vozes nas redes. Nele há professores, jornalistas, designers... O olhar fresco trouxe ao espaço peças que estavam guardadas fazia muitos anos. De lá saíram as máscaras de Sergio Romagnolo, as bananas de Antonio Henrique Amaral e telas com pinturas e palavras fortes de Leonilson. “É um risco organizar uma mostra assim, mas acho que inovar é umas das funções dos museus de arte moderna”, diz Chaimovich. Em uma das salas ficaram concentrados os trabalhos da época da ditadura, que neste ano completa cinco décadas. #imperdível. De 29/1/2014 a 15/6/2014.

Até 15 de junho no Museu de Arte Moderna (MAM)

Parque Do Ibirapuera, s/nº - Próximo ao Portão 3 - Parque Ibirapuera - São Paulo - SP - Tel.: (11) 5085 1300
Terça a domingo e feriados, 10h às 18h.
A bilheteria fecha meia hora antes.
Entrada: Grátis

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/